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Investigação de oncologista portuguesa distinguida com prémio na ASCO 2020

Investigação de oncologista portuguesa distinguida com prémio na ASCO 2020

Há quatro anos a viver na Austrália, a Prof.ª Doutora Inês Pires da Silva, oncologista médica no Blacktown Hospital e investigadora no Melanoma Institute Australia, viu o seu estudo ser aceite para comunicação oral na categoria Melanoma/Skin Cancers, na ASCO 2020 e reconhecido com o Conquer Cancer Merit Award Recipient – The ASCO Foundation. Denominado “Ipilimumab (IPI) alone or in combination with anti-PD-1 (IPI+PD1) in patients (pts) with metastatic melanoma (MM) resistant to PD1 monotherapy”, este trabalho veio trazer uma resposta inequívoca quanto à prática clínica e possivelmente mudar as regras de atuação de vários países. Assista ao vídeo.

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Como explica a especialista, “este estudo surgiu de uma necessidade clínica: o que fazer com um doente que progride, quando é tratado com PD-1, ou quando está a fazer o tratamento em adjuvância e o tumor recai”.


Perante a necessidade de introdução de um outro agente, a dúvida é se deve ser introduzido o “ipilimumab ou a combinação do ipiluminab com um anti-PD-1”, elucidou a Prof.ª Doutora Inês Pires da Silva. O racional identificado pela especialista como gerador do estudo foi: “se o doente não respondeu ao PD-1, vale a pena introduzir novamente o PD-1? E qual é esta toxicidade?”.


Este foi um estudo multicêntrico, retrospetivo, que incluiu 355 doentes, sendo que todos eles progrediram ou recaíram com anti-PD-1 monoterapia. Na maioria dos casos, os doentes foram tratados num estadio avançado ou metastático. Cerca de metade dos doentes foram tratados com ipilimumab e os restantes com a combinação, ilustrou a médica oncologista.


Verificando que a taxa de resposta foi superior nos doentes tratados com a combinação e não existiram diferenças a nível de toxicidade, a Prof.ª Doutora Inês Pires da Silva é categórica em afirmar que “se o doente tiver um bom performance status para ser tratado, sem dúvida que a combinação é melhor que o ipilimumab monoterapia”. Além do impacto no melanoma, a especialista chamou a atenção para a possível importância deste estudo para outros tipos de cancro.

 

segunda-feira, 01 junho 2020 15:09
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