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Oncologia torácica: novidades destacadas pelo Dr. Fernando Barata

Oncologia torácica: novidades destacadas pelo Dr. Fernando Barata

A convite da News Farma, o Dr. Fernando Barata, diretor do Serviço de Pneumologia do CHUC comentou algumas das novidades apresentadas na ASCO deste ano, relevantes na área da Oncologia torácica. Veja os vídeos.

Vídeo

Sessão Presidencial - Ensaio Adaura
“Uma das primeiras novidades é sobre um estudo que foi apresentado na sessão presidencial […] e que é o estudo ADAURA, feito em doentes em estadio precoce [estadio IB-IIIA], de histologia não escamosa, doentes com mutação em EGFR positiva […], pós-cirurgia”, introduziu o Dr. Fernando Barata, complementando que alguns dos doentes fizeram ainda quimioterapia adjuvante, antes de ser aleatorizados entre o braços osimertinib vs placebo como terapêutica adjuvante.
“Este fármaco, o osimertinib, […] mostrou resultados, que eu diria extraordinários”, afirmou o especialista destacando: “a taxa de DFS foi de 90% para os doentes que fizeram osimertibib [taxa de DFS os 2 anos: 89% osimertinib vs 53% placebo]”, a “diminuição do risco de doença foi de mais de 80% [no grupo tratado com osimertinib]” e a “baixa toxicidade deste fármaco”. No entanto, ainda há questões por responder: “penso que precisamos ainda de saber mais parâmetros, mais objetivos do estudo […] precisamos de perceber um bocadinho o papel da quimioterapia adjuvante […], mas isso não tira valor aos resultados extraordinários do estudo”, concluiu.

 

Outras novidades na oncologia torácica
Além deste estudo, o Dr. Fernando Barata chamou a atenção para os estudos sobre novos marcadores moleculares e terapêuticas correspondentes e para a “a necessidade de a nível nacional todos os centros começarem a fazer sequenciação de nova geração porque isso nos dá uma maior quantidade de genes e com isso podemos, não só saber o clássico – EGFR, ALK, ROS e BRAF – como outros marcadores, nomeadamente MET, RET e NTRK”. Além de enumerar os estudos e fármacos associados aos novos marcadores MET e RET, o especialista mencionou marcador HER-2 e a utilização do trastuzumab, e realçou estudos na área da doença avançada e novidades ao nível do mesotelioma e do carcinoma de pequenas células.


“Ainda podíamos estar a falar de mais coisas da ASCO, mas acho que esses são alguns dos assuntos que vale a pena revisitar ou visitar a ASCO”, concluiu.

 

 

terça-feira, 02 junho 2020 16:23
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