Questionado quanto às motivações que levaram à realização do estudo, o Prof. Doutor Miguel Abreu explicou que o objetivo foi “responder a uma pergunta clássica e pertinente na prática clínica − qual é a importância, no estadiamento do carcinoma da mama, de realizarmos PET-CT juntamente com cintigrafia óssea”, dado estar descrito em diversas guidelines a complementaridade das duas metodologias, contextualizou.
Para tal, procedeu-se a uma ”análise prospetiva de doentes com carcinoma da mama tratados no IPO do Porto, entre 2014 e 2019, a quem foi proposto quimioterapia com carácter neoadjuvante, utilizando as doentes com carcinoma da mama localmente avançado”, esclareceu o especialista, complementando que “foram utilizadas apenas as doentes em que o intervalo da PET-CT e da cintigrafia óssea foi inferior a dois meses”.
Após analisarem os resultados dos dois exames, a grande conclusão retirada foi que “a aliança entre a PET-CT e a cintigrafia óssea na deteção das metástases ósseas no estadiamento de cancro da mama poderá ser apenas necessária numa pequena percentagem das doentes”, uma vez que a principal divergência foi a nível da metastização da calote. O Prof. Doutor Miguel Abreu reconheceu assim que deve ser avaliada se “esta junção que está definida nas guidelines pode ser evitada, poupando assim as doentes a dois exames que possam ser desnecessários e a mais gastos”.
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