Desenvolvido enquanto interna de formação específica no IPO do Porto, a Dr.ª Inês Guerreiro contextualizou que este estudo foi elaborado por uma equipa multidisciplinar da instituição. Explicando que existem alguns biomarcadores preditivos de resposta à imunoterapia utilizados na prática clínica como a expressão de PD-L1, “a predição de resposta a este tratamento é algo imperfeita, pelo que são necessários novos biomarcadores”, identificou a médica oncologista.
Este estudo pretendeu assim “analisar a metilação do gene RAD51B como potencial biomarcador preditivo de resposta à imunoterapia no cancro de pulmão de não pequenas células avançado” e “correlacionar estes dados com o outcome dos doentes”, esclareceu.
Após analisar amostras de tecido ao diagnóstico para uma coorte de doentes nunca tratada com imunoterapia e para uma coorte de doentes exposta em algum momento da doença à imunoterapia, a Dr.ª Inês Guerreiro concluiu que “níveis positivos de metilação do RAD51B parecem ser um preditor promissor de resposta à imunoterapia”, algo que considera interessante porque “este biomarcador é potencialmente avaliável por biópsia líquida, ao contrário do que acontece com a expressão de PD-L1, que apenas é avaliável em amostras de tecido tumoral”. No entanto, o valor preditivo do perfil de metilação de RAD51B deve ser confirmado em estudos prospetivos.
Área Reservada
Subscrever Newsletter